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terça-feira, 29 de março de 2011

O sentido prático do uso de uma aliança

   Nas celebrações de casamento há toda aquela reflexão poética sobre a aliança, a união de dois corações, etc, etc. Então, eu sempre acreditei que o tal anel era apenas um símbolo de amor, e que na prática poderia até ser descartado.
   Há certo tempo, em uma confraternização fui apresentada por um amigo a seu convidado. Como o moço era professor, engatamos longa conversa sobre nossos universos de trabalho e objetos de pesquisa. Num dado momento, levei a mão esquerda ao queixo (eu estava realmente interessada no que ele dizia) e a reação foi de terror: seus olhos ficaram arregalados, o brilho da aliança foi fulminante. Ele não terminou o assunto, pediu licença imediatamente, disse que precisava beber água e não voltou mais.
   E eu na minha ingenuidade pensei: “Gente, eu achava que tava fazendo um novo amigo!”. Nesse momento me dei conta da utilidade desta simples jóia. No mesmo minuto, rindo, conclui: “Isso não é uma aliança, é um escudo! Se o marido soubesse, ia ficar feliz com a eficácia do investimento em ouro.”
   Dois anos se passaram desde então. Em recente viagem ao Rio de Janeiro, perdi a aliança do meu marido na praia de Ipanema. Ele ficou bravinho e eu tentando acalmá-lo, sem nenhum sofrimento íntimo disse: “Fica tranqüilo amor. Quando sobrar um dinheirinho te dou outra mais bonita!”
   Neura minha ou não, crise dos trinta ou sei lá o que, mas ultimamente tenho a sensação de que as mulheres que o cercam andam mais sorridentes e uma leve insegurança me abateu (e olha que aqui não falta auto-estima). Será que as investidas aumentaram desde então? E na ausência do escudo de ouro, como ele reagiria a uma proposta? 
   Eu não quero nem saber a resposta destas minhas indagações, mas como prevenir é melhor que remediar, vou fazer a minha parte, comprarei a nova aliança com urgência.

Fran

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu, os ciganos e os filmes

É, não tem como escapar. Eles me pegam de jeito. Tento fugir, assumo uma atitude procastinadora, não quero mais escrever, mas preciso terminar a dissertação. Tenho um prazo a cumprir e preciso desta titulação.
Então, assumo o controle racional das minhas escolhas, coloco o dvd no aparelho e eles me surgem. Ah, os ciganos! Como me dão trabalho, como me intrigam e como são belas suas mulheres e crianças. Tão diferentes de mim e tão próximos.
No exercício de conhecer o outro, conheço um pouco mais sobre mim mesma, me indago sobre minhas intolerâncias, meu olhar burguês, sinto desconforto, vivencio o prazer da descoberta. Como conseguem viver assim? E por que eu vivo desta forma?
Assistindo ao filme de Júlia Zakia (Tarabatara), em uma divagação meio poética, meio existencialista, resgato o anseio que me trouxe até aqui e sigo em frente com a minha tarefa de analisar filmes. E analisando filmes, enxergar o que o outro escolheu ver sobre esse outro ainda mais distante: o cigano brasileiro.

Aos curiosos:
Para assistir Tarabatara: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=8703
Se quiser conhecer como ele foi feito: http://tarabatara.blogspot.com/

Fran

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Despertar de uma Diva



Hoje acordei com uma bela cútis! Inspirada como uma diva deve ser, limpei meu rosto com um bom tônico e comecei: protetor solar, base, pó, blush, sombra e um leve batom. E assim inicia meu dia. O sol reluzente ilumina ainda mais meu corpo. Entro no carro, dou uma olhadinha no espelho do retrovisor e... minha nossa! Faltou o toque final do lápis de olho. Ufa, quase me esqueci!! E vou-me embora para o trabalho.
A confiança em mim mesma sempre foi meu amuleto – deparo-me em mais um de meus devaneios matinais. Posso não ter tudo que sonhei, mas garanto que minha vida está repleta de realizações. O meu “ter” não se resume a um bom carro e uma boa casa. Tenho o sorriso de uma amiga, uma família equilibrada (ao menos se esforça), uma boa saúde - mergulho ainda mais em meus pensamentos.
Não sou uma pessoa qualquer, sou uma diva. Sinto que o universo precisa de mim, de minha força, do meu bem viver. E nada como canalizar esse entusiasmo em algo mais grandioso. Nada melhor e mais gratificante do que poder ajudar a quem precisa. Uma palavra amiga, um tempinho para ouvir, um alimento para o corpo e outro para o espírito. Tenho a vantagem de estar numa condição privilegiada. Poder ajudar mais do que ser ajudada. Aliás, pensando bem, amparar o próximo me proporciona uma energia tão grandiosa que acabo por acreditar que o amparado nessa história sou eu.
Lembro-me de um dia muito especial: quando fui a um orfanato levar um pouco de alimento aos pequenos. Cada sorriso de uma criança acelerava o meu coração, transbordando muita alegria em meu ser.
Penso e não entendo: como tem mulheres que conseguem viver sem esse tipo de emoção? Ajudar o próximo é um excelente remédio para curar qualquer indisposição e acabar com qualquer olheira!
Chego, enfim, ao meu trabalho me sentindo muito bem. E olha que meu trabalho tem lá seus dias ruins. Sinto-me completa: uma diva reluzente, que sabe valorizar mais do que um simples salto alto e um bom perfume francês.  Afinal, como disse Miguel de Cervantes, “não há bolsa melhor que a caridade”.

Texto de Aline Côrtes, Diva e correspondente especial deste blog.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Chá Bazar das Divas

Já havia mencionado em outro post que neste ano as Divas decidiram realizar alguma atividade filantrópica e assistencial para levar um pouco da mesma alegria que sentimos quando estamos reunidas  à mulheres que não têm esta oportunidade.
Escolhemos realizar um Dia de Diva no CEVAM. O objetivo é proporcionar um momento de recuperação da auto-estima, relaxamento e lazer para mulheres que estão em dificuldade.
Como mecanismo de arrecadação de fundos para esta ação, optamos por realizar um Chá Bazar onde comercializaremos roupas e acessórios, novos e usados, a um preço de brechó e ao mesmo tempo será servido um chá da tarde para as convidadas e algumas apresentações musicais. Prometemos realizar um chá das cinco muito bacana, gostoso e chic para todas as amigas que têm alma de diva. O evento acontecerá no dia 29/05. 
Gostaria de convidar a tod@s para colaborar conosco arrecadando artigos de vestuário e acessórios, novos e usados para a realização do bazar. No dia que der aquele limpa no guarda-roupas, nos avise que iremos buscar!
Todo o dinheiro será revertido para o CEVAM e os materiais que sobrarem das doações serão encaminhados para instituições filantrópicas.
Desde já agradecemos a colaboração dos amigos e contamos com vocês no Chá Bazar que será muito chic ;-)