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domingo, 21 de agosto de 2011

Atração Fatal

Primeiro dia de aula do segundo semestre, saí de casa antecipadamente, cerca de quarenta minutos, jurando para mim mesma que neste semestre eu seria diferente, não chegaria mais em cima da hora e faria todas as coisas de forma planejada. Com tempo de sobra, decidi passar em uma padaria para fazer um lanchinho antes de pegar “no batente”.
Servi-me no buffet, sentei em uma das mesas do lado de fora da padaria e enquanto deliciava-me com as gostosuras escolhidas, observava as pessoas ao meu redor. Notei um belo exemplar masculino mais ao fundo, avaliei com alguma displicência o “material” e continuei lanchando distraída.
Passei novamente o olhar em todo o espaço e percebi que o bonitão olhava fixamente em minha direção. Obviamente, me senti o máximo! Experimentei aquele risinho interno de quem ganhou o dia e continuei comendo. Mas, sabe aquela sensação de ser observada? Pois é, o bonitão continuava a me encarar. Fui ficando um pouco encabulada, sem saber onde colocar os olhos. Cheguei pudicamente a pensar: “Mas será que ele não percebeu que sou uma mulher casada?”. De repente, o moço saiu de seu lugar, sentou-se na mesa em frente à minha e tirou o celular do bolso. Olhando em minha direção fixamente, ele se posicionou para tirar uma fotografia. Achei estranha aquela atitude. Tudo bem que eu me acho gatinha, mas daí a parar o trânsito dessa forma, já são outros quinhentos. Resolvi checar se era comigo mesmo. Olhei para um lado, olhei para o outro e ele lá, procurando o melhor ângulo. Quando me virei constatei que, para minha surpresa e indignação, havia uma bela e reluzente Ferrari vermelha estacionada exatamente atrás de mim. Não me contive, gargalhei sozinha em alto e bom som, me levantei e deixei que ele fizesse um bom enquadramento da máquina. E eu achando que estava bonitinha! Rs.

Parece piada ou comercial de carro, mas eu juro que aconteceu comigo.

Francielle Felipe

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fuja! O chato vem por aí!




"A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta"
Mário Quintana

Conheço algumas pessoas legais que não se amam. O fato de não se amarem as tornam chatas. Elas reclamam o tempo todo e ficam em busca de elogios com as afirmações de que são feias, tristes e não existe solução para sua pobre vida. Não são pessoas que estão passando por uma crise. São tipos que nasceram em crise! Se enquadram nesta categoria os falsos modestos que querem ouvir o tempo todo o quanto são bonitos, inteligentes, legais etc.

Ainda tem aquelas pessoas que tem ótimas qualidades, mas um defeito que nos faz perguntar o porque gostamos delas: são as maldosas. Aquelas que estão sempre com uma intriga na ponta de língua. Sempre que tem oportunidade elas vão dizer o que ouviram de alguém e ainda dar aquela temperada com seu veneno. Essas pessoas devem achar a própria vida desinteressante, por que vomitam o tempo todo a respeito da vida alheia.

Se precisar de um conselho ou de uma oração, estou aberta a isso. Mas não consigo conviver muito tempo com o maldoso e o que não se valoriza. Acredito que nem Deus goste da companhia de quem NUNCA tem nada a acrescentar.

Esses dois tipos não querem ser felizes. São pessoas portadoras de doenças mentais e precisam de um terapeuta para resolver. Em casos mais graves e crônicos, um psiquiatra também seria interessante.
Obs.: Amo minha família e meus amigos na saúde, na doença, na riqueza e na pobreza. E estou à disposição sempre que precisarem. E este post não foi um recado indireto a ninguém!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ser ou Estar "Mulher objeto"

O problema da “mulher-objeto” não é ESTAR na condição de objeto, mas sim SER objeto. Não há submissão em estar na condição de objeto quando, enquanto sujeito, se tem consciência dessa condição, e da transitoriedade dessa condição. Não há submissão nem ofensa à dignidade da mulher quando a exaltação da beleza feminina se dá em um jogo que envolve: desejos, recompensas, fantasias, alternância de posições sujeito/objeto, prazeres e satisfações para si e para o outro. 
Mas há submissão e perda de dignidade em se tornar o objeto, tão somente o objeto, e definitivamente. Em perder-se como sujeito, transformando-se (consciente ou inconscientemente) em um corpo sem voz, sem vida, sem desejos próprios, que nada mais tem a oferecer senão uma bela embalagem. 

Saber ESTAR na condição de objeto é, sim, louvável! 
SER objeto é uma afronta irreparável à inteligência feminina.


Por Clarissa Motter, publicitária e mestranda em Comunicação e Cultura - UFG.