Nada pior do que gente limitada. Cremes, academia e aulas de etiqueta não sustentam o título de Diva. Vamos tomar cuidado com o que a gente diz, escreve ou simplesmente encaminha por email a respeito das eleições e dos candidatos. A internet está lotada de informações falsas e/ou desencontradas sobre alguns candidatos. As pessoas não sabem o que é direita, esquerda, golpe militar, anistia, UNE e outras palavrinhas básicas para qualquer eleitor.
Eu recebo cada email de pessoas que já eram adultas na época do Golpe Militar, que dá vontade de me afogar num cuspe! Acho que estava em Marte quando tudo aconteceu. Vamos esclarecer algumas coisas: a maioria desses grandes políticos da atualidade, que estão concorrendo à presidência, senado e câmara federal atuou na UNE e em outras instituições estudantis, a favor de um País mais justo e democrático. Ou seja, eram contra o regime militar e lutaram contra isso.
Lutar contra um regime vigente pressupõe burlar regras e leis. Logo, ir preso. Então, esqueçam estes emails com piadas ou com acusações sem uma fonte segura na hora de escolher seu voto. Analise como está o País e como você quer que ele esteja nos próximos 4 anos. Um pouco de reflexão não faz mal a ninguém. Assistir ao horário eleitoral parece chato, mas conseguimos entender melhor as propostas dos candidatos e dos partidos. E lembre-se do que viu e leu durante os últimos anos sobre os candidatos e pense em qual merece seu voto de confiança.
Deixe de se omitir nas discussões políticas. Apresente sua opinião, ela é importante para que dúvidas sejam sanadas e mais conhecimento seja compartilhado. Mais do que mulheres gostosas e bem maquiadas, o Brasil precisa de Divas formadoras de opinião, que sabem o que querem para seu País.
Pensamentos de uma publicitária e uma jornalista sobre dilemas femininos, crônicas, experiências e o que mais vier à cabeça
terça-feira, 17 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Destino, Belém
Amortecida pela visão aérea da floresta amazônica, já desci do avião simpática às suas linhas diante da exuberância dos rios que formam a península onde a cidade se localiza. Senti o baque do calor úmido e da pressão atmosférica fortemente. Mas, o universo desconhecido e de beleza surpreendente que se descortinou aos meus olhos me deixou tão espantada e envergonhada com o desconhecimento daquilo tudo, que logo me recuperei e lá fui desbravar aquela cidade.
Entre palestras, mesas redondas e apresentações de artigo, a cada dia uma nova descoberta. Belém é cheia de sabores, cheiros, história, natureza e cultura.
Pausas belas e saborosas na Casa das Onze Janelas e na Estação das Docas na companhia bem humorada da Márcia, minha amiga de luta acadêmica e companheira desta viagem. Um pôr-do-sol inesquecível. Chopp artesanal. Vento no rosto. Filhote com crosta crocante e risoto de maçã. O M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O Sorvete da Cairu. Saquerinha. Ar condicionado.
A imponência da Catedral da Sé, sua beleza e um pouco de história. Imagens do inacreditável Círio de Narazaré. Museu de arte sacra. Fé.
Uma caminhada descontraída no Mercado Ver-o-peso. A cara do povo e seus sotaques. Calor. Suor escorrendo por todo o corpo. Essências perfumadas das plantas amazônicas, ervas para todos os objetivos: “O cheiro do boto”, “Tira Chifre”, “Engravida Rápido”, “Viagra da Floresta”. O odor da maniva em cozimento. A praça dos pescadores.
A arquitetura da cidade velha e a magnificência dos prédios do ciclo da borracha. Tudo de encher os olhos.
Não poderia deixar de mencionar os taxistas, que mereceriam um capítulo à parte e a simpaticíssima Rose, que nos acolheu amorosamente e “deu aulas” valorosas sobre a história de Belém.
Última parada: Mangal das Garças. Entre borboletas, vitórias-régias, pássaros e uma vista deslumbrante do rio, um “Filhote ao cheiro de kiwi e manjericão” inexplicavelmente gostoso para brindar o fim de nossa pequena jornada.
Sim, há pobreza, a comida típica parece estranha e não há saneamento básico em todos os lugares, mas Belém é muito mais que isso!
Volto na certeza que não vi tudo, mas com a sensação de quem recebeu uma grata surpresa do universo para reiniciar o semestre cheia de energia. Quer um conselho? Conheça Belém do Pará.
Por Francielle Felipe
| Pôr-do-sol na Casa das 11 Janelas |
Pausas belas e saborosas na Casa das Onze Janelas e na Estação das Docas na companhia bem humorada da Márcia, minha amiga de luta acadêmica e companheira desta viagem. Um pôr-do-sol inesquecível. Chopp artesanal. Vento no rosto. Filhote com crosta crocante e risoto de maçã. O M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O Sorvete da Cairu. Saquerinha. Ar condicionado.
A imponência da Catedral da Sé, sua beleza e um pouco de história. Imagens do inacreditável Círio de Narazaré. Museu de arte sacra. Fé.
| Márcia comprando o "Cheiro do Pará" no mercado |
A arquitetura da cidade velha e a magnificência dos prédios do ciclo da borracha. Tudo de encher os olhos.
| Rose, eu, Profa. Telma, Profa. Cintya e Aline |
| Dentro do borboletário no Mangal das Garças |
Sim, há pobreza, a comida típica parece estranha e não há saneamento básico em todos os lugares, mas Belém é muito mais que isso!
Volto na certeza que não vi tudo, mas com a sensação de quem recebeu uma grata surpresa do universo para reiniciar o semestre cheia de energia. Quer um conselho? Conheça Belém do Pará.
Por Francielle Felipe
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Com muito amor, da Carol
A vida da gente é recheada desde o nascimento à morte por momentos de alegria, dor, angústia, afeto, dentre outras surpresas que só nos são reveladas quando Deus sabe que estamos prontos para enfrentá-los. Embora muitos digam que "A ninguém é dado uma cruz maior do que pode carregar", acredito que na verdade a ninguém é dado uma cruz maior do que a quantidade de amigos para ajudar a carregar.
A Vida me ofertou um milhão de amigos (alguns deles sozinhos, valem por mil). No momento de maior susto que passei nesta existência reconheci a cada um deles. Tenho a convicção que os problemas que enfrentamos, e muitas vezes até achamos que não merecemos, são presentes de Deus. Ele oferece a grande oportunidade, algumas vezes única, de reconhecer os verdadeiros anjos desta longa caminhada na Terra. Cada gesto de solidariedade, seja ele motivado pelo amor, amizade, caridade, autrísmo ou qualquer outro sentimento positivo, representou um feixo do amor divino me invadindo e me fortalecendo.
Muito, muito, muito obrigada por cada um que viveu comigo a insegurança de ficar doente (em nenhum momento acreditei que estava doente, mas receava que poderia ficar). Deus sabe a imensa gratidão que sinto pelas energias positivas que sei que recebi. Foram elas que não me deixaram desanimar em nenhum momento. Pude sentir muito nitidamente o amor de todos meus familiares, amigos, colegas e até conhecidos. Sei que sou privilegiada por estar em meio a milhões de amigos, por isso homenageio a cada um deles neste post. Sintam-se abraçados, beijados e inundados de amor e gratidão, porque este é o meu sentimento.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Coisas que um professor precisa falar
Este é um desabafo de fim de semestre, que eu estou pensando seriamente em transformar em texto e ler no primeiro dia de aula a fim de tornar o meu trabalho mais tranqüilo. Sei que alguns colegas de docência universitária irão concordar:
Caro aluno,
Preste bastante atenção nas informações que seguem abaixo:
1 - Atestado médico não abona falta, só justifica e eu não posso fazer nada a respeito.
2 - Conciliar o seu ganha pão com a faculdade é sua responsabilidade. Portanto, declarações de trabalho não significam nada pra mim.
3 - Se você está formando é porque consegue fazer muitas coisas ao mesmo tempo, desta forma, também não é minha responsabilidade te fornecer tempo dispensando-o das minhas aulas.
4 - Por mais que você se recuse a acreditar, cópia da internet é plágio. E isso é crime! Aceite e viverás melhor.
5 - O mercado agradece qualquer tipo de incompetência sua. São menos concorrentes, e eu professor, membro deste mercado, tenho prazer em te reprovar por incapacidade.
6 - Desde a 4ª série que você faz provas à caneta. Essa pergunta já deu o que tinha que dar! Aliás, você já não tinha perguntado isso na N1?
7 - Você pode não acreditar, mas eu vou realmente ler seus trabalhos.
8 - Eu não dou meu endereço para entrega de trabalhos e se você aparecer por lá eu chamo a polícia. Isso é invasão de privacidade.
9 - Não acreditarás nas instruções dos seus colegas, elas certamente estarão erradas. Cola em mim que é sucesso!
10 - Não achou o texto na xerox? Conhece aquele lugar chamado biblioteca? Pois é...lá tem tudo original e é de graça, acredita?!
Ufa, tô muito mais aliviada!
Por Francielle Felipe
Caro aluno,
Preste bastante atenção nas informações que seguem abaixo:
1 - Atestado médico não abona falta, só justifica e eu não posso fazer nada a respeito.
2 - Conciliar o seu ganha pão com a faculdade é sua responsabilidade. Portanto, declarações de trabalho não significam nada pra mim.
3 - Se você está formando é porque consegue fazer muitas coisas ao mesmo tempo, desta forma, também não é minha responsabilidade te fornecer tempo dispensando-o das minhas aulas.
4 - Por mais que você se recuse a acreditar, cópia da internet é plágio. E isso é crime! Aceite e viverás melhor.
5 - O mercado agradece qualquer tipo de incompetência sua. São menos concorrentes, e eu professor, membro deste mercado, tenho prazer em te reprovar por incapacidade.
6 - Desde a 4ª série que você faz provas à caneta. Essa pergunta já deu o que tinha que dar! Aliás, você já não tinha perguntado isso na N1?
7 - Você pode não acreditar, mas eu vou realmente ler seus trabalhos.
8 - Eu não dou meu endereço para entrega de trabalhos e se você aparecer por lá eu chamo a polícia. Isso é invasão de privacidade.
9 - Não acreditarás nas instruções dos seus colegas, elas certamente estarão erradas. Cola em mim que é sucesso!
10 - Não achou o texto na xerox? Conhece aquele lugar chamado biblioteca? Pois é...lá tem tudo original e é de graça, acredita?!
Ufa, tô muito mais aliviada!
Por Francielle Felipe
quinta-feira, 3 de junho de 2010
As palavras
Incrível como de repente, algumas palavras e dizeres caem no automatismo e deixam de fazer significado real, perdem sua taxa de informação: bom dia, boa tarde, vá com Deus, tenha uma boa viagem, como vai...
Raramente as proferimos almejando ou impregnando-as do seu sentido real. Me dei conta disso hoje pela manhã na fila do supermercado quando um sujeito, que nunca vi, olha para mim sorridente e diz "Bom dia, como você está?", eu meio sem jeito, no fundo implorando que ele não me importunasse mais e imaginando que tratava-se apenas de boa educação, respondo: "Tudo bem".
Ele olha para mim e comenta: "Que bom! Só da gente estar vivo, ter saúde e bons amigos não precisa de mais nada! Se Deus me conservar do jeito que estou até o fim da vida serei eternamente grato. Olha que eu não tenho nada de meu."
Sorri. Não disse nada, mas aquilo me tocou tão profundamente! (coisa de canceriana)
Parei para pensar o quanto significativo e abençoado é poder dizer que está tudo bem em sua vida. Em um segundo de prece, agradeci ao alto a existência, a saúde, os bons amigos e minha família.
Isso me fez bem, muito bem.
Realmente ouvir o que nos dizem e falar com a intenção própria de cada palavra para sentir melhor quem está ao nosso redor, faz a diferença em nossas relações interpessoais. Pelo menos fez pra mim.
Francielle Felipe
Raramente as proferimos almejando ou impregnando-as do seu sentido real. Me dei conta disso hoje pela manhã na fila do supermercado quando um sujeito, que nunca vi, olha para mim sorridente e diz "Bom dia, como você está?", eu meio sem jeito, no fundo implorando que ele não me importunasse mais e imaginando que tratava-se apenas de boa educação, respondo: "Tudo bem".
Ele olha para mim e comenta: "Que bom! Só da gente estar vivo, ter saúde e bons amigos não precisa de mais nada! Se Deus me conservar do jeito que estou até o fim da vida serei eternamente grato. Olha que eu não tenho nada de meu."
Sorri. Não disse nada, mas aquilo me tocou tão profundamente! (coisa de canceriana)
Parei para pensar o quanto significativo e abençoado é poder dizer que está tudo bem em sua vida. Em um segundo de prece, agradeci ao alto a existência, a saúde, os bons amigos e minha família.
Isso me fez bem, muito bem.
Realmente ouvir o que nos dizem e falar com a intenção própria de cada palavra para sentir melhor quem está ao nosso redor, faz a diferença em nossas relações interpessoais. Pelo menos fez pra mim.
Francielle Felipe
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Indicação de filme
Assisti a um filme este mês que foi estreado no ano passado: Divã. Uma comédia brasileira que vem seguindo a tendência nacional de fugir da proposta do Cinema Novo, movimento de vanguarda, que, dentre outras características, retratava a realidade brasileira. Em Divã, que tem Lilia Cabral, Diva maravilhosa, como protagonista, outra realidade é explorada: os sentimentos femininos e a auto descoberta da mulher.
Não se trata de mais um filminho para apenas encher mais os cofres da Globo (embora não tenho dúvida de que eles pensaram muito nisso). É um filme emocionante, engraçado, que tira lágrimas e risos.
Lilia Cabral é Mercedes, uma mulher de 40 anos, casada com Gustavo (José Mayer) e mãe de dois filhos, que decide procurar um psicanalista. A princípio, a decisão, que seria apenas para matar uma curiosidade, provoca uma série de mudanças em seu cotidiano. No divã, Mercedes questiona seu casamento, a realização profissional e seu poder de sedução.
A melhor amiga, Mônica (Alexandra Ritcher), companheira de todos os momentos, vê de perto a transformação de Mercedes e participa de suas novas experiências e descobertas, apesar de nem sempre concordar com suas escolhas.
O roteiro é inteligente, usa os personagens coadjuvantes para confrontar Mercedes e coloca-la em situações decisivas: quando seu casamento de 20 anos está à beira do divórcio ela conhece Theo, interpretado por ninguém menos do que Reynaldo Gianecchini. O roteiro também surpreende. Monica faz um contraponto com Mercedes. Enquanto Mercedes fica cada vez mais liberal em busca por sua emancipação como mulher, Monica é uma dondoca cujo único interesse é cuidar de sua família e o único homem pelo qual ela sente atração é o próprio marido. E um ponto positivo do texto é não faz juízo de valor dela.
No desenrolar da trama, Mercedes, que muito bem representa a moderna mulher brasileira, está em busca da felicidade. E em meio a todas as confusões e transformações da sua vida, não se diz deprimida ou infeliz. Apenas vive cada momento em sua intensidade e busca incessantemente estar em paz consigo. É um filme que indico, não só para as mulheres, que com certeza vão amar, mas aos homens, para compreenderem um pouco mais sobre a alma feminina.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Preciosas irmãs
Coisa que eu gosto é de ter irmãs, até por que eu só tenho a elas. Não sei como é ter irmãos, mas observo que quem tem muitas irmãs, como minha sogra, possui uma preciosa rede de afetos.
Por sorte, somos irmãs que se dão bem. Uma muito distinta da outra, interesses e inclinações pessoais que fazem com que esta relação seja ainda mais rica.
Nelas tenho a nostalgia do sabor das brincadeiras de boneca na infância, das epopéias que eram as “cozinhadinhas” e o auxílio sempre imprescindível do “Seu Damásio” para acender o fogo que nunca pegava.
Nelas a referência de amizade para buscar no mundo a fora, o julgamento de gosto quase sempre muito bem humorado das minhas esquisitices, o conforto de me sentir em casa e sempre bem-vinda.
Não sei como descrever o quanto eram e ainda são, divertidas e reconfortadoras nossas conversas. Digo reconfortadoras por terem a incrível habilidade de preencher o meu coração de alegria espontânea, sincera e motivação para amá-las ainda mais. Antes, pela madrugada a fora em nosso quarto comprido, com as três camas enfileiradas onde meu pai sempre aparecia para dar uma bronca, mandando a gente fazer silêncio com aquela cara de riso, do tipo “Tô aqui por que sua mãe mandou” e hoje, na cozinha da casa dos meus pais.
Preciosas conversas onde se fala de tudo, de todos, as minhas impressões de mundo são sempre atacadas às risadas e tento filosofar com minha mãe. Aliás, parece que a mãe virou um pouco irmã, e hoje mais que nunca assumiu um papel de parceria longe do tom professoral e diretora de escola de sempre.
Então é isso, é por amá-las que publicamente digo o que mais gosto em vocês. Valiosas, importantes, admiráveis e presumidas como quesito para minha felicidade.
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