sexta-feira, 1 de abril de 2016

Retornando

Amo escrever. E hoje me deu uma saudade imensa deste blog depois que nossa amiga Anapaula perguntou por ele no nosso grupo das Divas. Aproveitei que hoje é um dia atípico de calmaria e entrei. Nele encontrei um layout horroroso que coloquei sei lá quando e que a Fran não me pediu para tirar (como assim?), textos escritos no calor do momento e muitos comentários amorosos.

Vamos voltar a escrever neste espaço que é nosso e que começou em 2010, quando ainda não havíamos entrado nos 30 anos e de lá para cá, quanta coisa mudou dentro e fora de nós. Em tempos de facebook, snap chat, whatsapp e tantas outras redes sociais manter um blog é um saudosismo gostoso de quem gosta de imprimir os pensamentos e para quem gosta de ler.


Convidamos as amigas e amigas das amigas a escrever. Os leitores são diversos, as colaboradoras são mulheres. Então este espaço é nosso, sejam bem-vind@s. 

sábado, 24 de outubro de 2015

Nós, um bebê e Buenos Aires.

domingo, 15 de março de 2015

Eu e os blogs sobre maternidade: uma relação conflituosa

Depois de entrar no mundo da maternidade, publicitária conectada 24 horas por dia como sou, é claro que eu iria parar mais dia, menos dia, nos blogs sobre maternidade. Textos escritos por mães que desejam compartilhar suas experiências, estabelecer uma rede de relacionamentos, falar sobre suas visões sobre a criação de filhos e etc. Um universo muito maior que eu podia imaginar, com mais poder de formar opiniões que a minha reles visão de comunicadora já havia sido capaz de refletir em torno do tema.

Se eu pudesse dividi-los em duas categorias eles poderiam ser classificados em: (1) Lifestyle de classe média/alta com filhos e (2) Militância de maternidade ativa. O primeiro não precisa de muitas explicações, né? E é claro que estes eu descartei logo. O segundo tipo em geral fala do empoderamento feminino a partir da maternidade e suas diversas vertentes. Desde o parto até a vivência diária, “uma maternidade em que as mães sejam as responsáveis por suas escolhas, que vivam aquilo que escolheram por refletirem a respeito, sem viver somente as escolhas de outras pessoas. O que hoje buscamos é uma forma de ser mãe que liberte e fortaleça a mulher, que lhe dê autonomia, coragem e que fortaleça sua auto-estima, colocando-a como peça de mudança ativa no mundo.” (Lígia Moreira Sena, Blog Cientista que virou mãe)

Gosto da ideia de viver uma maternidade crítica, reflexiva, libertadora. Para mim a chegada de um filho tem que acrescentar, não limitar a minha visão e possibilidades no mundo. Sou mãe e todo o resto que a experiência feminina me possibilita. Por aqui somos uma equipe: eu e meu esposo trabalhamos para nos conectarmos com as necessidades de nossa filha (nutrição, sono, crescimento cognitivo, amor e segurança) e a ajudamos a se conectar com as necessidades de todos na família. Afinal a vida não precisa acabar com a chegada dela, apenas se adaptar e seguir em frente. Adaptar-se não é simples, mas sempre tem como complicar um pouquinho se a gente se deixar levar e não tiver clareza de princípios. E assim que tenho tentado me constituir enquanto mãe.

Caminhando nestas leituras encontrei muita coisa boa, útil, libertadora, reconfortante, dando especial destaque aos textos reproduzidos de Laura Gutman e sua visão muito humana da maternidade enquanto processo de autoconhecimento. E muita, mas muita coisa radical mesmo, sobre parto (humanizado), amamentação (livre demanda forever), alimentação (contra e a favor de papinhas, BLW, métodos de introdução alimentar), sono (da família e da criança), criação (com apego), disciplina (ou falta dela), slings (benefícios reais, usos contraditórios e crítica excessiva a outros suportes para transporte de bebês), a maternidade em si e seu lugar na constituição da identidade feminina (muitas vezes um papel único e limitador de todo o resto). A ponto de começar a questionar, mas será que a maneira que eu vivo a minha maternidade é adequada? Está fazendo bem para minha filha? Eu não me localizo nestas duas polarizações, e agora? Olha o contrassenso da minha falta de crítica e autoafirmação!

Em meio a estas angústias (reais!), um pouquinho de auto-análise e um bate-papo com uma amiga jornalista, também mãe de uma bebê, que compartilhava desta mesma agonia, analisamos o fato enquanto comunicadoras, para encontrar na teoria algo que justificasse a nossa relação com estes textos.

Num mundo de cultura midiática, já diria Douglas Kellner, aonde a revolução tecnológica modifica paulatinamente o trabalho e o lazer, o conteúdo propagado pelos canais de comunicação tradicionais ou não, como os blogs, acabam por ganhar imensa importância na constituição da identidade dos indivíduos. A cultura veiculada pela mídia transformou-se numa força dominante de socialização: suas imagens e celebridades (como as super top mothers dos blogs) substituem a família, a escola e a igreja como árbitros de gosto, valor e pensamento, produzindo novos modelos de identificação e imagens vibrantes de estilo, moda e comportamento.

“com o advento da cultura da mídia, os indivíduos são submetidos a um fluxo sem precedentes de imagens e sons dentro de sua própria casa, em um novo mundo virtual de entretenimento, informação, sexo e política está reordenando percepções de espaço e tempo, anulando distinções entre realidade e imagem, enquanto produz novos modos de experiência e subjetividade”. (KELLNER, 2002)

Estes modelos de experiência, certamente ajustados e editados, modificados e representados, portanto vibrantes de estilo, pareciam mais interessantes que a maternidade real aqui de casa. Além disso, num mundo pós-moderno, faz sentido opiniões polarizadas, inflexíveis e binárias do mundo? Olha só que coisa! Eu comunicadora, caí na pegadinha do mecanismo de funcionamento dos produtos midiáticos e me esqueci de questioná-los. 

São apenas pontos de vista, não são a verdade. Por mais que eu ainda me sinta meio solitária neste meu caminho do meio, é o meu caminho. Me faz feliz, buscamos viver harmonicamente a reorganização de nossas vidas com a chegada de um pacotinho de amor e suas surpresas, como uma amiga outro dia nos lembrou (Ju Prigucci, Embalanço), aprendo e desaprendo o tempo todo com a leitura dos blogs, dos livros e as conversas com gente aberta a viver a experiência de ser mãe, sem ter que carregar uma bandeira ideológica o tempo todo.

E viva a análise, né não minha gente?!


Ps: não tenho a intenção de transformar este blog em um espaço para falar sobre maternidade. Mas são reflexões de uma Diva que agora é mãe, então o assunto vem à tona, né?!

Referências:

KELLNER, D. A cultura da mídia – estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pósmoderno. Trad. Ivone Castilho Benedetti. Bauru: Edusc, 2002.

SENA, Lígia M. http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2012/01/maternidade-ativa-maes-para-um-mundo.html

domingo, 21 de dezembro de 2014

JESUS, A PRÉ-FESTA DO SEU ANIVERSÁRIO CANSA MINHA BELEZA

Outro dia li algo (não me recordo aonde) com que concordo plenamente: ao se aproximar o Natal, não sei se estamos comemorando o nascimento ou o calvário do Cristo. Anualmente no dia 24 de dezembro, por volta das 20:00, quando uma chuva fina cai lá fora e a cidade é invadida por um imenso silêncio (afinal estão todos como eu, tomando banho e se aprontando para a ceia que vem logo a seguir) sinto uma gostosa sensação de “Graças a Deus acabou!” e respiro aliviada. A paz toma conta do meu ser, pois a data que me tortura desde meados de novembro finalmente chegou.
O mais incoerente disso tudo é que adoro uma festinha, confraternizações sem motivo e pausas na rotina, pois penso que “o que se leva desta vida é a vida que se leva”, mas o calvário das compras, dos supermercados lotados, do trânsito infernal, das mil confraternizações em duas semanas, da ansiedade de metas e projetos ainda por cumprir até que o mundo entre em recesso por 10 dias, acabam com meu humor. Tudo isso me faz pensar: "Jesus amigo, eu odeio a pré-festa do seu aniversário. Ela cansa minha beleza!".
Então eu fiquei pensando ontem à noite:
• se as 11 confraternizações para as quais eu e minha família fomos convidados fossem distribuídas ao longo do ano, teríamos uma festinha com amigos ou colegas de trabalho (só os legais, por favor!) por mês até o próximo Natal. Acredito que se assim fosse, desfrutaríamos com mais disposição destes momentos e nossa amizade se fortaleceria;
• se nós transformássemos a ceia em 5 jantares (sim, há comida suficiente para isso) e criássemos momentos festivos para celebrar a vida em família o ano todo, nós teríamos uma deliciosa refeição para desfrutar a cada 2 meses cercados de gente que adoramos, sendo bem possível que a nossa convivência se tornasse melhor;
• se ao invés de comprar uma lista de presentes infinita para cumprir com o protocolo, gastando dinheiro com regalos sem afeto, eu comprasse um bom presente para cada uma destas pessoas em seus aniversários, com a intenção sublime de materializar o quanto são importantes para mim, este presente teria muito mais significado e estaria impregnado de uma deliciosa vibração de amor, gratidão e amizade. Além disso, o meu 13o salário seria empregado apenas em meu bem estar, sem culpa, afinal trabalhei muito e fiz por merecê-lo!
• se a gente buscasse recriar estes momentos de magia e imaginação para nossas crianças o ano todo, elas se tornariam adultos muito mais saudáveis;
• se as 4 campanhas de doação de presentes e donativos das quais participei (e você também) fossem fragmentadas em um ano, o espírito da solidariedade nos invadiria pelo menos a cada 3 meses, seríamos relembrados da importância de nos doarmos ao próximo, mais gente seria assistida em suas necessidades materiais e afetivas e quem sabe, nós começássemos a aprender a sermos bons;
E se isso tudo acontecesse, quando fosse 24 de dezembro novamente, eu teria disposição íntima para me sentar, buscar a sintonia do Cristo e agradecê-lo por sua passagem aqui na Terra ter nos ensinado a paz, a fraternidade e o amor ao próximo. E do fundo do coração dizer: Jesus, feliz aniversário!
Mas, por hora, eu só consigo pensar: chega 2 de fevereiro, mas não chega 25 de dezembro. Será que rola começar a planejar hoje, o Natal de 2015?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Instagram, representação de mim



Meus estudos sobre representação, em especial, nos documentários com sua “simulação de realidade” me ensinaram uma coisa: o olhar do diretor seleciona aquilo que é importante dentro de seu contexto para discorrer sobre o tema do filme. Ele não precisa dizer nada, nem de voz over[1], mas aquilo que ele escolhe dar visibilidade contém seu pensamento e sentimentos de maneira implícita, diz sobre o diretor, muito mais que sobre o objeto em si.
Pois bem, se o meu instagram fosse um filme sobre minha vida, sobre o qual eu pudesse tecer uma análise de mim mesma em terceira pessoa, eu diria: essa moça é publicitária, entende de imagem e de cinema, mas escolheu não se representar assim. Por quê? Suas imagens não representam o olhar de uma especialista na área. Talvez ela tenha tentando, mas simplesmente decidiu que ali não era lugar de fazer pose, parecer cult e legal. Andava meio cansada disso tudo.
Creio que talvez ela tenha ficado na dúvida, achou por alguns momentos que seu olhar fosse desinteressante, quem sabe por não parecer muito perspicaz aos olhos do mundo ou acerca do que esperavam que ela produzisse para esta maravilhosa rede de narcisismos incontáveis.
Assim, na obra documental de Francielle Felipe Faria de Miranda, observamos um número sem fim de temas recorrentes: ela e seu marido (nunca só ele ou só ela, sempre os dois), seus sobrinhos, suas irmãs, suas amigas e amigos, suas flores, seus cafés e alguns lances de eventos espíritas. Tem um pouco de dança e música também.
Ah, essa moça não sabia, nunca tinha parado para perceber o quanto de doçura há em seu coração. O andar dela é altivo, sempre bem arrumada (dizem que ela tem estilo), fala com uma braveza, expõe suas opiniões com tanta ênfase e certeza, é crítica, ágil, parece tão forte, mas o "filme" mostra outra faceta desta mesma vida: um mundo de feminices, fofurices, sentimentos doces e nobres, poesia.
A diretora não tem costume de falar sobre os temas que aparecem neste produto cultural da forma como ela os coloca ali, foi uma construção quase inconsciente, mas eles estão lá na sua obra. A “voz do documentário”[2] é representação de si mesma, em tons quentes, aveludados, com textura de sonho. Coisas que vêm lá do coração e que ela parece nunca ter enxergado sobre si mesma.
Menina boba essa diretora. Menosprezou seu filme, achou que ele era insosso, quando na verdade é uma dessas obras que fazem a gente pensar: existem outras coisas que precisam ser enaltecidas nesta vida. Família, casamento, união, amizades, pausas revigorantes, longas conversas, boas risadas e um sentimento de reverência para o Deus que criou e possibilitou isso tudo.
Talvez nunca tenha tido a chance de olhar para si através de outro prisma, mas agora que olhou, descobriu que é muito mais do que imagina. Leu as críticas, demorou a acreditar no que diziam sobre seu filme, sobre o seu olhar, mas concluiu: eles estão certos.


[1] Ocorre quando ouvimos a voz do diretor a fazer algumas considerações no filme documentário, como um narrador.
[2] Conceito cunhado por (NICHOLS, 1997) na publicação Introdução ao documentário, da editora Papirus.
A voz do documentário transmite qual é o ponto de vista social do cineasta e como se manifesta esse ponto de vista no ato de criar o filme. Fala através de todos os meios disponíveis para o criador, em especial, seleção e arranjo de som e imagem que conduzem a lógica organizadora do filme.
A voz aparece como um dos elementos de análise da representação nos documentários, que inclui ainda outros elementos tais como os aspectos sonoros, imagéticos, estilísticos e lingüísticos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

De Brad para Angelina



Recentemente li um texto divulgado na internet a respeito de um momento da relação de Brad Pitt e Angelina Jolie (leia o texto clicando aqui). Surpreendi-me ao ver os comentários contrários a minha primeira leitura do texto, pois, as pessoas estavam entendendo o comportamento de Brad Pitt como uma atitude machista. Então resolvi reler o texto e minha segunda impressão foi a mesma da primeira. Reli mais algumas vezes e não consegui alterar meu raciocínio. Por isso, a pedido de minha querida amiga e jornalista Ana Carolina, compartilharei o que eu vi.
Digo o que eu vi porque opiniões são sempre diversas uma das outras e acho ótimo que assim sejam, pois cada um tem sua verdade que está recheada de nós mesmos, de nossa formação profissional, religiosa e história de vida e é isso que torna cada verdade única não existindo assim uma única verdade. Quando nós conseguimos compreender isso percebemos o quanto a vida e as relações são ricas e uma grande oportunidade de crescimento e aprendizado.
Tenho visto muitos casamentos desfeitos. Hoje em dia permanecemos casados enquanto está bom. Pelo menos pra um dos lados. Lutamos muito pouco pelo outro e para manter o casamento. Diante das dificuldades nos abatemos e nos entregamos. Desistimos facilmente daquilo que não está dentro dos nossos moldes de felicidade. Por que as relações ficaram assim? Afinal, antigamente, no tempo dos nossos avós, casamento era pra vida toda. Mesmo que isso significasse ser infeliz. Não estou defendendo que o certo eram as relações antigas e nem mesmo as novas. Afinal, o mundo e as pessoas vão mudando, as necessidades passam a ser outras e a gente vai se adaptando. A verdade é que existem muitos fatores que contribuíram pra essas mudanças no casamento, dentre elas estão as conquistas femininas que deram mais voz e direito as mulheres, além de vivermos em uma cultura que alimentou em nós, homens e mulheres a ideia de liberdade, poder e individualismo.
 Bem, digo tudo isso para compreendermos porque para algumas pessoas Brad é um machista. As mulheres lutam pelo seu direito a liberdade e Brad simplesmente diz que “A mulher é o reflexo de seu homem”.  Porém, como Psicóloga não posso deixar de dizer que o comportamento de alguém pode sim interferir no comportamento do outro. A vida é sistêmica. Quando tomamos uma atitude podemos alterar a vida da outra pessoa que, para se adaptar a quem nos tornamos terá que mudar seu próprio comportamento. E o mais difícil é que nem sempre estamos fortes o suficiente para suportar as mudanças impostas e muitas vezes nos entregando as situações, terminamos deprimidos ou com tantos outros sofrimentos psicológicos. E não é disso que o texto trata? Não é a partir do comportamento alterado de Angelina que se tornou praticamente uma “megera” que Brad resolve mudar a sua forma de encarar sua mulher e essa situação?
Ele viu seu casamento à beira do divorcio. Até que ele percebeu que sua mulher apesar de estar irreconhecível a seus olhos, ainda era a mulher pela qual ele se apaixonou. Era a mesma mulher, tudo aquilo de bom que o fez se apaixonar ainda estava ali, escondido em algum lugar e ele estava disposto e determinado a ter tudo isso de volta. Ele a presenteou, falou dela para os outros e fez o que pode para recuperá-la, para mostrar o quanto ela era importante para ele. Fez ela mesma se recordar de quem ela era para assim retomar a vontade de ser e de viver sua vida. Assim, redescobriram o amor. Pois, Angelina redescobriu o amor próprio.
Ah o amor próprio, a autoestima! Está aí mais uma coisa que estamos nos esquecendo. Esquecemos de nos cuidarmos. Vivemos correndo, tendo que nos adaptar a isso ou aquilo e esquecemos de quem nós somos. Da nossa identidade, do que verdadeiramente queremos e acreditamos. Ora, amar a si mesmo é o primeiro passo para amar o outro. Nathaniel Branden, em seu livro A Psicologia do Amor vai mais além e diz “Se não nos amamos, é quase impossível acreditarmos que somos amados por outra pessoa. É quase impossível aceitar o amor. É quase impossível receber amor. Não importa o que nosso parceiro faça para mostrar que se importa conosco, não sentiremos convicção na devoção, pois não nos sentimos merecedores de amor”.
Autoestima todos nós temos uns mais, outros menos, capacidade para recuperá-la também. Precisamos de foco em nós mesmos e disposição para mudar a situação. É claro que ninguém é responsável pela felicidade do outro. Essa missão é de cada um. No entanto, receber ajuda para se reerguer com certeza é importante; em alguns casos imprescindível. Brad teve foco em sua mulher e em seu casamento, não se esqueceu de quem ela é apesar dela mesma ter se esquecido. 
Percebi então, depois de ler tantas vezes o texto que toda essa discussão não é uma questão de gênero (homem - mulher), mas de evolução espiritual, de uma conquista individual. Quantas vezes vemos amigos se afundarem ao viver momentos difíceis na vida, chegando a não reconhecê-los e nos afastamos por não saber como agir? Enquanto na verdade, não precisamos saber dizer as palavras mais sábias, bastando apenas presença sincera, abraço fraterno e acolhedor. Saber ajudar e enxergar o outro como ele realmente é e se empenhar para ajudá-lo exige de nós maturidade, autoconhecimento, humildade e amor ao próximo. Quem está em preparado?

*Por Thaís Prado - psicóloga convidada a escrever para o Reflexões de uma Diva

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Guia do turista solteiro em Paris

Paris é considerada a cidade mais romântica do mundo! Muito se pensa nos momentos a dois nesta cidade mas nem só de cafés a meia luz, passeios de barco pelo Rio Sena e pôr do sol abraçadinho em Sacre Couer se faz Paris.

Há uma Paris disponível pra o turista solteiro também. A primeira vez que fui a Paris foi do jeito romântico. Mas voltei lá outras vezes com amigos e sempre com um amigo que ainda não conhece a cidade e quer fazer os mesmos passeios tradicionais. Então tive que aprender a adaptar o circuito turístico básico a oportunidades de encontrar gente jovem e legal. Fiz isso baseado em  sites e blogs franceses e também com dicas do meu amigo Pedro Paulo, que mora lá. Então, segue aí vai o roteiro pra vocês. Para este roteiro é necessário pelo menos 4 dias na cidade.


ROTEIRO

Dia 1

Montmartre é um bairro pitoresco que é famoso pela sua igreja, o Sacré-Coeur e também é historicamente conhecido por ser local de artistas e boêmia, o que acontece até hoje. Em Montmartre, por exemplo, fica o Moulin Rouge,  que também vale a visita. . E também ali se pode ter vista uma incrível de Paris.

Comece seu passeio do dia pela opera Garnier, se não for um domingo é possível fazer boas compras ali por perto, seja nas Galeries Lafayette ou nas centenas de outras lojas da região.  Depois pegue o metro em direção a Montmartre.

Você até pode ir a Montmartre e ver o por do sol do alto das escadarias da Igreja de Sacre Couer mas compre uma cerveja em algum botequinho que vir pelo caminho e sente próximo a algum grupo de jovens que se reúnem lá pra beber tendo uma boa vista da cidade. Para de chegar lá, pode-se seguir o seguinte caminho: É bom almoçar, e aos sábados e domingos é melhor, em algum restaurante do boulevard de Clichy, entre as estações Blanche e Pigalle. Se o dia for de sol pegue uma mesa externa, é claro, e fique vendo o movimento. Vai ter muito turista mas também muita gente interessante passando ou na mesa ao lado. Almoce com calma, como faz o francês, pode gastar umas 2h pra seu almoço.

Depois é hora de comprar suas lembrancinhas da cidade, ali é o melhor lugar pra comprar. Faça o circuito pelo bairro de Montmartre subindo em direção a praça Tertre, é bem movimentado. Depois chegue até Sacre Couer e beba sua cerveja nas escadarias.
Vale também ir ao Café dês Deux moulins(15 Rue Lepic), onde a Amelie Poulin trabalhava no filme “O fabuloso destino de Amelie Poulin”. O café tem boas bebidas e comidas, o ambiente é cool e decorado em art deco e por isso tem muita gente bonita lá.

Pra acabar a noite pode-se ir ao O’Sullivans (92 Boulevard de Clichy), um music bar bem divertido e com boa cerveja com entrada free até ás 22h, que é quando ele realmente começa a fever, essa foi uma dica do amigo Pedro Paulo, que eu achei ótima. Ou se você não estiver tão animado  também pode-se ir Edward and Sons Old Irish Pub (10 boulevard de Clichy), um pub estiloso pra terminar a noite (fecha por volta de meia noite).


Dia 2

Mas, espera um pouco! Se é a primeira vez em Paris, é preciso fazer o passeio turistico mais básico. Visite o Louvre! Depois saia dali em direção ao Arco do Triunfo. Espero que esteja usando sapatos confortáveis, serão mais de 5 km de caminhada. No caminho visite os Jardins de Tuileries, as mulheres vão querer dar uma escapadinha a altura da Place Vendome e rua Royale pra ver as lojas elegantes e todos devem ir até na LaDureé (rue Royale, 16 ) pra comer os maravilhosos macarrons desta maison tradicional.


Voltando a nossa rota, siga o passeio pela Champs Elysées. Logo se chega a parte comercial desta avenida, que independente de compras merece a visita. Ali se tem a possibilidade de compras em lojas mais acessíveis e os também é legal visitar as lojas conceito de carros.

Depois deste panorama é hora de visitar a Torre Eiffel. Do Arco do Triunfo então se tem duas opções. Se ainda está animado pra caminhar vá pela Av. d’Iéna até Jardins Du Trocadero. Mas se preferir pegar o metrô, minha dica é descer na estação Dupleix ( da estação Charles de Gaulle Étolle pegue a linha M6 direção Nation ) ou École Miliaire. De lá siga andando pelo Champ de Mars, passe por baixo da Torre Eiff e tire fotos por todos os ângulos até chegar em Trocadero. Faça isso ainda enquanto tiver sol.

Agora é hora de esperar anoitecer pra tirar outras fotos com a torre iluminada. Se enquanto espera você quer algo mais animado, o melhor é o happy hour do Pub Frog (110 bis Avenue Kléber). A comida e o chope são bons e os freqüentadores ainda melhores. Se estiver tendo algum jogo, tudo fica ainda mais animado. Não vá beber demais e esquecer de voltar para as fotos noturnas, lembre-se que a torre “brilha” de hora em hora, se quiser voltar para o hotel de metrô é mais seguro ver o show das 23h.


 Dia 3

Continuando o roteiro básico por Paris. Desça na estação Champs Elysées – Clemenceau e visite o Petit Palais e Grand Palais, depois a Ponte Alexandre III. E o Hotel des Invalides. Margeando o Rio Sena pode-se chegar ao Musée D’Orsay.

Depois de lá visite a Ile de France  onde  na minha opinião é preciso ver: ponte Neuf, Catedral de Notre Dame, La Conciergerie e Saint Chapelle.
Suponho que  a esta altura você já tenha almoçado mas se quiser um lanche a melhor opção é deixar pra comer nas proximidades da Sorbone, isto segue a lógica de qualquer lugar: universitário é sempre quebrado, então nas perto da universidade sempre tem opções baratas pra comer.

O próximo passo é visitar os Jardins de Luxemburgo, descanse um pouco por ali. No entanto, se for do tipo atlético, é hora de vestir sua roupinha de corrida e aproveitar o local e também as pessoas bonitas que no fim da tarde se exercitam no parque.

Para terminar o dia, saia do Jardim de Luxemburgo pelo Boulevard Saint Michel, vire a direita na Rue Soufflot e siga em direção a Rue Mouffetard. Ali também tem um happy your animado, há vários bares e cafés e todos ficam cheios no final da tarde. Nas proximidades eu recomendo:  Le Piano Vache ( 8 rue Laplace, Mouffetard) e L’Antidote (45 Rue Descartes, Quartier Latin). Quer algo  um pouco mais animado, então vá ao Le Cavern' (21 rue Dauphine), lá tem shows ao vivo de estilos variados mas algo que fica mais para o rock, vale ver a programção deles na internet antes de se programar pra ir.

Dia 4

O dia seguinte comece sua visita pela cidade pelo Centre Pompidou e a fonte Igor Stravinsky. Depois caminhe pela Rue Rambuteau em direção ao Marais. Para comprar coisas descoladas pra casa, o legal é ver as lojinhas da Rue Sainte-Croix de la Bretonnerie. Almoce um falafel, pode ser no famoso L'As Du Fallafel (34 Rue des Rosiers). De pé, na rua mesmo. Continue seu passeio pelo bairro e também pela Île Saint-Louis onde haverão muitas lojas, cafés e restaurantes legais e sempre com gente bonita. Ali perto eu achei legal também o Instituto Mundo Arabe (Rue des Fossés Saint-Bernard, 1).

Se já estiver perto do final da tarde, neste trajeto já passe por algum mercado e compre seu baguete e patê e seu vinho e depois pare pra um picnic ao entardecer nas margens do Rio Sena, nas proximidades de Quai Saint Bernard  é um ponto de encontro pra jovens que não querem gastar muito pra se divertir.

Se ainda for cedo e você tiver algum tempo, visite La defense, o centro comercial de Paris, lá há um Grande e moderno arco que se alinha ao arco do Triunfo. Do lado esquerdo do Grande Arco se quiser ainda mais compras há um grande Shopping Center , a primeira vista ele é discreto, vale seguir o fluxo da população local para chegar até ele.

Voltando ao charmoso Marais:  para a noite deste dia, se ainda estiver com fome vá ao Breizh Café –
 La Crêpe Autrement  (109 Rue Vieille du Temple) que considerada é a melhor creperia de Paris. Para terminar a noite sugiro o Le Cud  Bar  (12 rue des Haudriettes), para quem ainda está animado pois é uma balada que começa mais tarde mas vale a pena.


 Para finalizar, algumas dicas:

1. Seja qualquer lugar da Europa, ele vale ser visitado na primavera ou ainda melhor no verão. Tudo é melhor é mais  animado nesta época.
2. Não aborde um francês falando em inglês, sempre cumprimente na língua local, explique que você não fala francês e pergunte se pode falar com ele em inglês. Em locais comerciais e hotéis normalmente eles não se importam, mas no geral eles não gostam.
3. Quando tiver oportunidade prefira as comidas de rua, elas são mais baratas e você interage com o espírito da cidade.

Por Srtª Aquino, diva viajante