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segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu, os ciganos e os filmes

É, não tem como escapar. Eles me pegam de jeito. Tento fugir, assumo uma atitude procastinadora, não quero mais escrever, mas preciso terminar a dissertação. Tenho um prazo a cumprir e preciso desta titulação.
Então, assumo o controle racional das minhas escolhas, coloco o dvd no aparelho e eles me surgem. Ah, os ciganos! Como me dão trabalho, como me intrigam e como são belas suas mulheres e crianças. Tão diferentes de mim e tão próximos.
No exercício de conhecer o outro, conheço um pouco mais sobre mim mesma, me indago sobre minhas intolerâncias, meu olhar burguês, sinto desconforto, vivencio o prazer da descoberta. Como conseguem viver assim? E por que eu vivo desta forma?
Assistindo ao filme de Júlia Zakia (Tarabatara), em uma divagação meio poética, meio existencialista, resgato o anseio que me trouxe até aqui e sigo em frente com a minha tarefa de analisar filmes. E analisando filmes, enxergar o que o outro escolheu ver sobre esse outro ainda mais distante: o cigano brasileiro.

Aos curiosos:
Para assistir Tarabatara: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=8703
Se quiser conhecer como ele foi feito: http://tarabatara.blogspot.com/

Fran

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